Levantei antes do dia nascer e desci para a margem do Rio Tök. O amanhecer foi lindo e a paisagem era uma moldura para o misterioso
Monte Kukenan, um imenso Tepui que fica ao lado do Roraima.
O Monte Kukenan é uma montanha de acesso bem mais difícil que o Roraima, e as lendas que o cercam são mais soturnas. Os nativos o chamam de
Matawi, algo com a morada dos espíritos maus ou, numa outra interpretação, um local para morrer. Uma montanha linda, misteriosa e quase inacessível.
Após contemplar o Kukenan, fui acordar a Gi para os preparativos da nossa partida. Depois da euforia do dia anterior, tinhamos que voltar à dura realidade e retomar a caminhada. Faltavam "apenas" 13km para a aldeia Parai-Tepuy. Como o caminho era largo e conhecido, cada um que foi acordando e montando a mochila partiu para a trilha sob sol forte. Assim, no nosso último dia, cada um fez sua jornada solitária com seus próprios pensamentos.
Mas o sol forte e o cansaço acumulado fez com que essa última jornada fosse bem dura. Na chegada à aldeia jogamos nossas mochilas no chão e fomos tomar cerveja. Tínhamos caminhado algo em torno de 90km nos oito dias do nosso trekking do Roraima. Depois da cerveja, demos presentes aos guias e uma gorgeta aos carregadores.
Fica o nosso agradecimento aos guias
Leo Tarolla,
Everaldo "Borracha" e
Eduardo e também aos carregadores
Pablo,
Horácio,
Ronaldo,
Tadeu e vários outros do nosso e dos outros grupos (infelizmente não lembro todos os nomes) que tornaram nossa viagem muito mais rica em experiências. Ao
Magno, da
Roraima Adventures, fica o nosso abraço e o reconhecimento ao profissionalismo desta agência brasileira.
Da aldeia Parai-Tepuy seguimos de 4x4 até a cidade de San Francisco de Yuruaní, onde almoçamos num restaurante típico e pudemos comprar artesanato indígena. Essa foi a nossa última atividade com o grupo todo reunido, pois a partir daí cada um tinha um roteiro próprio de retorno.
Eu e Gi ainda ficamos uma noite em Santa Elena (com direito a muita cerveja Solera) e depois uma noite em Boa Vista, onde comemos uma Caldeirada de Tambaqui na margem do Rio Branco, na compania do Flávio, Eduardo e Alex Uchoa.
Nosso retorno ao Rio foi tranquilo.
Um grande abraço aos nossos companheiros dessa aventura:
Flávio Varricchio,
Léo Trota,
Avelino,
Marcelinho,
Alex Uchoa,
Monique Lellis e
Alexandre.